Entrevista com GOLDFISH!

Até comecei a escrever esta introdução de um jeito mais impessoal, bem jornalista mesmo, mas não deu. Já que a gente acabou de entrevistar os DJs que eu mais curto no mundo, não vai rolar de segurar a onda!

 

Conheci o duo sul-africano há mais ou menos uns 8 anos, um bom tempo depois de David Poole e Dominic Peters gravarem o primeiro álbum, em 2005, o Caught in the Loop.

 

Goldfish Caught in the Loop full album

 

A história deles é a seguinte, os dois estudantes de música passaram de surfistas e DJs eventuais em um clube pequeno de Cape Town a atrações  em grandes festas e festivais ao redor do mundo. Além disso, entraram no top 10 do Itunes americano, foram convidados para residência na Pacha de Ibiza, para tocar na Opera House de Sidney, em Amsterdã, São Paulo, Miami, entre várias outras menções honrosas.

 

O som deles é um mix de house com instrumentos tocados ao vivo nas apresentações. O saxofone e flauta ficam a cargo de David e os teclados e baixo vertical elétrico de Dominic. Já a produção é assinada em conjunto.

 

Para conhecer um pouco mais da música e do que eles têm feito atualmente, dê o play no vídeo abaixo e continue descendo a tela para ler a entrevista que eu e Felipe Senra, orgulhosamente, fizemos com eles!

 

 

 

 

L.R.: Parece que vocês gostam bastante da estética de video-games antigos, tipo SNES. Algumas das músicas e vídeo têm tudo a ver com os games 16-bit, muito populares com as crianças do início da década de 90.  Vocês realmente curtem essa referência? Quais seus games preferidos?

 

Goldfish – Isso, a gente curte muito esses video-games antigos tipo  Yes we love Leisure Suit Larry, Street Fighter, Sopwith Camel, Mario Bros e vários outros. Quando começamos a fazer os vídeos e animações foi só uma questão de tempo até a referência dos games começar a fluir e aparecer.

 

L.R.: Vocês já vieram a Belo horizonte e Minas Gerais diversas vezes. Por que vocês acham que acontece essa conexão forte entre vocês e o público daqui?

 

Goldfish – A gente ama vir tocar no Brasil de uma forma geral, mas Belo Horizonte é um dos lugares que sempre voltamos. A cidade ficou marcada na nossa cabeça como um dos melhores públicos, cheia de gente bonita e feliz! A gente espera que as pessoas se sintam bem com a nossa música, provavelmente está aí a nossa conexão.

GOLDFISH

 

L.R.: Essa pergunta pode soar um pouco estranha, mas vocês são fãs de Hitchcock? Eu estava no cinema uma vez assistindo O Homem que Sabia Demais quando uma personagem falou “I’m just going home with another men”. A intonação e a frase em si me soaram muito familiares, mesmo eu nunca tendo visto o filme antes. Uns minutos depois eu me toquei que conhecia a frase de uma música de vocês, Woman is a Devil. Vocês samplearam essa frase ou eu que viajei? E se sim, por quê?

 

Goldfish – Bem observado, é um sample do filme sim! Nós somos muito fãs do Hitchcock, o nosso filme preferido dele é Rear Window. O que aconteceu em Woman is a Devil é que o sample combinava tanto com a música e com a letra que a gente simplesmente teve que incluir!

 

 

L.R.:  Dia 28 de julho tem show em BH! Quais são as expectativas de vocês?

 

Goldfish – A gente tem sempre a mesma expectativa antes de todas as nossas gigs, que é tocar nossa música para um público bacana, em um ambiente legal. A gente acredita que vai ser isso que vai acontecer na próxima sexta, BH nunca decepcionou.